Imemorial: Passos no Cativeiro — Ritualizar a ausência numa caminhada com fantasmas
DOI:
https://doi.org/10.34619/pwr0-ehgParole chiave:
memória coletiva, caminhada performativa, arte pública, áudio-walk, espaço urbano, espaço público, escravaturaAbstract
Entre Março e Setembro de 2022, a Associação Substantivo Mágico promoveu, na zona ribeirinha de Lisboa, a caminhada performativa, Imemorial: Passos no Cativeiro. Uma caminhada ritual em formato de audio walk que, através de narrativas históricas — sobretudo do período entre os séculos XV ao XVIII —, de elementos cenográficos, e de uma composição sonora, veio (momentaneamente) propor a ressignificação dos espaços, acrescentando leituras à forma pública e interrompendo representações históricas hegemónicas. A caminhada enfatiza i) a escravatura, ii) o apagamento forçado das identidades para integração numa cultura maioritária e iii) as alteridades e a sua contribuição para o Portugal moderno. A questão que serviu de enquadramento ao projeto artístico foi: o que não nos conta (ou nos esconde) o espaço público, este espaço por nós percorrido? Utilizámos a caminhada como modo de inquérito para revisitar o efeito das interlocuções entre espaço publico, urbanismo, memória individual e coletiva. Coloca-se agora uma nova questão de fundo que fundamenta este artigo produzido à posteriori: Como decolonizar o espaço público? Neste artigo vamos discutir modo como o espaço e as paisagens urbanas são sistematizadores ativos da memória, dos sistemas urbanos de memória, do presente e do passado. E de como a arte pode ser catalisadora de mudança sócio-cultural.
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