In memoriam de Teresa Amado

Autores

  • José Mattoso Universidade Nova de Lisboa, Instituto de Estudos Medievais – FCSH/UNL, 1069-061 LISBOA, Lisboa, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.4000/medievalista.262

Resumo

Maria Teresa Amado, inesperadamente falecida no dia 5 de Agosto, representava o pouco que ainda restava, na Universidade portuguesa actual, do que ela tinha de bom antes do 25 de Abril. O que ela tinha de retrógrado, de ostentação sem fundamento, de saber formal e inútil, de submissão a uma ideologia alienante, tudo isso desapareceu há muito. Com efeito, a Academia da época salazarista não tinha só lacaios do regime. Para sermos justos, temos de recordar nomes como os de L. F. Lindley Cintra, Manuel Antunes, Orlando Ribeiro, J. Prado Coelho, Maria de Lurdes Belchior, Vitorino Nemésio, todos da Faculdade de Letras de Lisboa, ou ainda como Adérito Sedas Nunes e Francisco Pereira de Moura, da Faculdade de Economia de Lisboa, J. S. Silva Dias, da Faculdade de Letras de Coimbra, Joaquim Romero de Magalhães, da Faculdade de Economia de Coimbra. E outros... Nos anos 50 e 60, sustentaram com brio a dignidade do ensino universitário. Resistiram firmemente à distorsão imposta pelo regime à cultura portuguesa.  

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Publicado

2014-01-01

Como Citar

Mattoso, J. (2014). In memoriam de Teresa Amado. Medievalista, (15). https://doi.org/10.4000/medievalista.262

Edição

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Destaques