Editorial
Resumo
Ao contrário do que acontece com os numerosos colóquios de tema histórico que actualmente se realizam em Portugal, parece difícil conseguir uma certa convergência temática quando alguma revista se propõe publicar um novo número com alguma unidade. É verdade que tem havido poucas tentativas nesse sentido. Lembro-me, todavia, de algumas nos anos 80 ou 90. Pelo contrário, quando a organização de um colóquio está assegurada, nada mais fácil do que recrutar voluntários que encontram sempre alguma relação entre aquilo que estudam e o tema proposto. Não quer isto dizer que a coordenação das contribuições seja fácil ou evidente. É frequente verificar que a aparente convergência esconde uma real dispersão de métodos, objectivos, prioridades ou conceitos. O individualismo da prática científica em História é uma característica dominante entre nós. A actual tendência para a fragmentação das especializações, a diversidade da formação pessoal e a necessidade de fazer currículo tem vindo a agravar o mesmo fenómeno. Não devemos admirar-nos, pois, ao verificar que uma publicação como a nossa o revele também. As revistas como a nossa têm de se contentar com as migalhas que caem da mesa dos colóquios e congressos. O número que agora oferecemos aos nossos leitores caracteriza-se antes de mais pela dispersão dos seus artigos, recensões e notícias. Pretende, todavia, propor aos seus leitores uma
reflexão séria acerca do que actualmente se passa no país medievalista. Por isso pedimos ao Professor Garcia de Cortázar e à Universidade de Salamanca autorização para reproduzir neste número uma séria análise do que se passa em Espanha e que tem muitos pontos de contacto com a nossa situação. É um convite a reflectirmos seriamente no mesmo problema.
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