Remote Sensing: Imagens da Luz e da Escuridão e a Ideia de Desenvolvimento

Autori

DOI:

https://doi.org/10.34619/uoh2-oyij

Parole chiave:

remote sensing, luz, escuridão, antropoceno

Abstract

Esse artigo pretende investigar a relação entre luz e escuridão a partir de uma prática artística que utiliza imagens da luz artificial produzidas pelo programa DMSP-OLS (Defense Meteorological Satellite Program/Operational Line-Scan System). Esse programa foi criado, no início dos anos 70, com o objetivo de monitorar as nuvens, sua temperatura e movimento. Após ter o primeiro satélite em órbita os cientistas responsáveis perceberam que o sensor a bordo, era capaz de detectar a iluminação artificial das cidades durante a noite. Essas imagens se posicionam dentro de um conjunto de técnicas de análise chamado Remote Sensing que, como o próprio nome indica, são feitas à distância. Apesar de fornecer imensas informações essas imagens tendem a privilegiar a luz sobre a escuridão visto que o que é mensurável nelas é a luz. A escuridão existe enquanto vazio e como espaço a ser explorado pela luz. Mas a escuridão não é vazia, e nela se encontra grande resistência ao capitalismo como mostram pensadores como o xamã Yanomami Davi Kopenawa e o economista e ex-deputado constituinte do Equador Alberto Acosta.

Pubblicato

2022-12-30

Come citare

Ribas, T. (2022). Remote Sensing: Imagens da Luz e da Escuridão e a Ideia de Desenvolvimento. Revista De Comunicação E Linguagens, (57), 290–302. https://doi.org/10.34619/uoh2-oyij