Entre o comércio e a governação local. Fernão Gonçalves Façanha: um mercador eborense de finais da Idade Média
DOI :
https://doi.org/10.4000/medievalista.1433Mots-clés :
Mercadores, oligarquia, mobilidade social, guerra civil de 1383-1385, ÉvoraRésumé
Neste artigo, propomo-nos acompanhar a trajetória social e política do mercador Fernão Gonçalves Façanha que desenvolveu a sua atividade profissional em Évora, uma das mais relevantes cidades do Portugal medieval, na segunda metade de Trezentos. Trata-se de um poderoso homem de negócios que passou por diversos cargos na administração municipal e em outras instituições urbanas, assumindo um forte protagonismo na vida pública da cidade. Apesar da crise e das conturbações que marcaram uma boa parte do tempo em que viveu, Fernão Gonçalves irá conhecer um processo de enriquecimento e de afirmação social, que progressivamente o aproximará do grupo dirigente. O seu percurso reveste-se de bastante interesse historiográfico, constituindo um bom exemplo de alguém que soube aproveitar as oportunidades de um contexto amplamente favorável à mobilidade, para iniciar um processo ascensional assente na riqueza material, mas onde o quadro relacional e as opções políticas se revelam igualmente essenciais.
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