O amor pela forma no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende.
DOI:
https://doi.org/10.4000/medievalista.1553Abstract
Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Literatura Portuguesa, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, Brasil, para obtenção do título de Doutor em Letras (Literatura Portuguesa), sob orientação da Profª Drª Lênia Márcia de Medeiros Mongelli, em 25 de fevereiro de 2011.
Para Pierre Le Gentil, o amor pela forma cultivado pelos poetas medievais da Península Ibérica, principalmente os de fins de Quatrocentos e início de Quinhentos, iria se transformar em uma arte no Renascimento. Para o estudioso francês, a partir da Renascença, o formalismo será uma disciplina elegante, em que o poeta deixará transparecer sua individualidade poética. Também quanto à forma, Andrée Crabbé Rocha, em Aspectos do Cancioneiro Geral, comenta que “é a técnica exterior que se torna cada vez mais exigente, à medida que as regras do jogo vão aumentando”, para, mais à frente, dizer que os poetas do Cancioneiro Geral “trabalham a sua forma, procurando dar-lhe a maior perfeição possível. Isto pode dar-se em detrimento da beleza e da poesia, é certo, pois se trata dum esforço do intelecto mais do que da sensibilidade, mas contribui largamente para dotar os poetas imediatamente posteriores dum instrumento já posto à prova”.
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