Hagiografia em Portugal: Balanço e Perspectivas
Resumo
No final do século XX, vários estudiosos europeus de hagiografia reuniram no número 6 da revista Hagiographica sínteses do que havia sido o trabalho nesta área, nos anteriores trinta anos, em países como a Espanha, França, Inglaterra, Itália e Bélgica, dando conta de um notável desenvolvimento sentido num campo de estudos que remonta ao século XVII. Em Portugal, a primeira visão de conjunto de que dispomos deve-se a Maria de Lurdes Rosa e foi publicada em 2000, registando a evolução da atenção dada às narrativas hagiográficas e ao fenómeno da santidade desde o final do séc. XIX, sob o impulso das reformas litúrgicas que obrigaram à revisão dos santorais diocesanos, passando pelo trabalho da historiografia crítica aplicada ao corpus hagiográfico a partir dos anos 40 do séc. XX (em que se destacaram nomes como Miguel de Oliveira, Mário Martins e Avelino de Jesus da Costa), até às sínteses interpretativas mais recentes, elaboradas por Aires do Nascimento e José Mattoso.
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