Mosteiro de Santa Maria das Júnias
DOI:
https://doi.org/10.4000/medievalista.4398Resumo
Localizado num vale estreito de difícil acesso, o Mosteiro de Santa Maria das Júnias, na província de Trás-os-Montes, enquadra-se no românico tardio da região de Braga e da bacia do Cavado, sendo uma das poucas estruturas monásticas que ainda conserva parte do claustro. Embora a documentação indique uma fundação em torno de 1147, com base na métrica da igreja, podemos equacionar uma existência mais remota. A beleza intrínseca desta construção, a sua proporção e harmonia revelam conhecimento da geometria e métrica vitruvianas. Se por um lado a métrica encontrada para a igreja nos pode revelar a existência de um edifício anterior à actual construção, o claustro, expressa um rigor que não é alheio à forma de estar dos cistercienses. Quanto à filiação, o mosteiro esteve ligado, em períodos alternados, ao mosteiro de Oseira e a Santa Maria do Bouro, podendo-se comprovar a sua passagem para a Ordem de Cister a partir de 1248. Pitões das Júnias é assim, um complexo monástico de pequena escala, construído num vale isolado, numa zona irrigada, de acordo com os princípios de São Bernardo. A contenção ornamental, a harmonia e a ausência de profundidade do portal manifestam uma opção estética racionalmente construída com motivos que remontam ao visigótico.
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