Maria meu amor… Uma leitura de A Monja de Lisboa, de Agustina Bessa-Luís
DOI:
https://doi.org/10.34619/jmms-52xiPalavras-chave:
A Monja de Lisboa, metabiografia, narrativas de género, mulheresResumo
É por considerar que a obra A Monja de Lisboa, de Agustina Bessa-Luís, tem um lugar seminal para a compreensão do conjunto da produção historiográfica da autora, que proponho desenvolver uma reflexão à volta do género biográfico, atentando, mais precisamente, nas implicações do acto de biografar e no seu impacto na imagem do sujeito biografado. As reflexões à volta da identidade de género trazidas pelo método metabiográfico definido por Dhúill servirão para mostrar como a autora procura questionar as “narrativas de género” oferecidas pelos textos biográficos que ela reinveste para as desconstruir e dar um novo rosto à personagem histórica, Maria da Visitação.

