Entre os grãos da memória: a escrita diarística de Maria João Ruivo em Um punhado de areia nas mãos – Diário II
DOI:
https://doi.org/10.34619/9ojd-50jwPalavras-chave:
Escrita diarística, memória, fragmentação, transitoriedade, Maria João RuivoResumo
Um punhado de areia nas mãos – Diário II, de Maria João Ruivo, é uma obra que explora a memória, o tempo e a subjetividade humana por meio de uma escrita fragmentada, reflexiva e intimista. A metáfora da areia representa a fragilidade e a transitoriedade das experiências, destacando também a capacidade de preservar memórias e construir sentido a partir do efémero. Essa conceção dialoga com a abordagem calviniana da coleção como tentativa de reter o que escapa e cristalizar vivências, assim como com Pierre Pachet, para quem o diário inscreve o instante e o comum na literatura, conferindo-lhes densidade afetiva e valor narrativo.

