Entre os grãos da memória: a escrita diarística de Maria João Ruivo em Um punhado de areia nas mãos – Diário II

Autores

  • Susana L. M. Antunes University of Wisconsin-Milwaukee, College of Letters and Sciences, Spanish and Portuguese Department. Milwaukee, Wisconsin 53211, USA https://orcid.org/0000-0003-2681-2173

DOI:

https://doi.org/10.34619/9ojd-50jw

Palavras-chave:

Escrita diarística, memória, fragmentação, transitoriedade, Maria João Ruivo

Resumo

Um punhado de areia nas mãos – Diário II, de Maria João Ruivo, é uma obra que explora a memória, o tempo e a subjetividade humana por meio de uma escrita fragmentada, reflexiva e intimista. A metáfora da areia representa a fragilidade e a transitoriedade das experiências, destacando também a capacidade de preservar memórias e construir sentido a partir do efémero. Essa conceção dialoga com a abordagem calviniana da coleção como tentativa de reter o que escapa e cristalizar vivências, assim como com Pierre Pachet, para quem o diário inscreve o instante e o comum na literatura, conferindo-lhes densidade afetiva e valor narrativo.

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Publicado

2026-07-14

Edição

Secção

Estudos