Revisitando Os Lusíadas: As propostas heterotópicas de Lourdes Castro e Joana Vasconcelos
DOI:
https://doi.org/10.34619/0c8i-adktPalavras-chave:
heterotopia, comparação, Os Lusíadas, Lourdes Castro, Joana VasconcelosResumo
Este artigo aborda duas reinvenções d’Os Lusíadas (1572): Lusíadas (1971), um livro-objeto criado por Lourdes Castro, e a instalação Ilha dos Amores (2006), de Joana Vasconcelos. Ao analisarmos como as artistas entrelaçam as linhas da história nacional e do cânone da arte, propomos que as suas obras se inscrevem no que Foucault denomina de heterotopia, uma vez que podem ser entendidas como contra-lugares, onde espaços (culturais) reais são representados, contestados e invertidos. Estas obras podem assim contribuir para uma teoria comparatista trans-temporal, bem como para uma urgente re-avaliação do passado e presente
portugueses.

