A procura leibniziana de uma via original da modernidade
DOI:
https://doi.org/10.4000/cultura.2052Palavras-chave:
Leibniz, Thomasius, polaridade antigo-modernidade, filosofia reformada, forma, matemáticaResumo
Leibniz desenvolve uma intensa actividade filosófico-científica ao longo de um período de mais de cinquenta anos, na procura de uma via da modernidade mais complexa do que o mecanicismo vulgar, que reduz significativamente o campo do saber. A correspondência com Jacob Thomasius, seu professor mais influente, permitiu ao jovem Filósofo uma cuidada reflexão sobre dois tópicos nucleares da sua elaboração teórica – o da continuidade e o da forma –, que são, simultaneamente, motivo de afinidade e de divergência entre ambos. De facto, tal como Thomasius, Leibniz assume a tarefa de conciliar antigos e modernos, mas, diferentemente do seu Mestre, entende que a matriz dessa ciência eclética é a ciência moderna e não a aristotélica. No que diz respeito à forma e mais precisamente à forma substancial, Leibniz concorda com Thomasius que ela é imprescindível na filosofia natural, mas explica a sua génese de modo mecânico, através do movimento. Por seu lado, em virtude do estatuto fenomenal do movimento, a sua causa primordial não poderá ser outra que o próprio espírito. Por conseguinte, a primeira filosofia de Leibniz conjuga mecanicismo e espiritualismo.
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