A chama e o órgão. Preliminares ao estudo da mónada, da fibra e do icto anímico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4000/cultura.2028

Palavras-chave:

mecanismo, organismo, Leibniz, mónada, fibra

Resumo

Este breve ensaio é uma reacção a perguntas de Bernardino Orió de Miguel. As per­guntas que fecham Leibniz, Crítica de la razón simbólica são: “porque há analogias de ana­logias in infinitum?” e, para o filósofo da harmonia pré-estabelecida, “a expressão, que liga todos os níveis, terá sido apenas um compromisso socialmente correcto que oculta a noção do símbolo?”. Examino algumas das suas implicações para a noção actual de organismo, sob a forma de documentação preliminar ao estudo de mónadas, forças, fibras, ictos e suas expressões. Dados os constrangimentos de espaço, concentro-me em duas questões: que significou o mecanismo, na sua diversidade, para Leibniz e alguns médicos do séculos XVII e XVIII; que significou a invenção do conceito de organismo pelo autor da Monadologia, na perspectiva das relações entre corpo, espírito e alma? Interessado no mergulho do infi nito no finito, concluo com um apontamento acerca da teoria da doença mental na proto­-modernidade.

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Publicado

01-06-2013

Como Citar

Marques, M. S. (2013). A chama e o órgão. Preliminares ao estudo da mónada, da fibra e do icto anímico. Cultura, 32, 177–208. https://doi.org/10.4000/cultura.2028

Edição

Secção

Número especial | A ciência na obra de G. W. Leibniz. Problemas específicos