A teo-lógica leibniziana do tempo. Sobre a contingência do futuro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4000/cultura.1982

Palavras-chave:

Leibniz, futuros contingentes, lógica modal, lógica temporal

Resumo

A presente investigação questiona a essência teo-lógica dos futuros contingentes. Para o efeito, analisa-se, primeiramente, a argumentação segundo a qual, sob certas con­dições lógicas, teológicas, ontológicas e cosmológicas anti-necessitantes, detetadas por G. W. Leibniz (conciliando a posição de St. Agostinho com a de L. Molina e W. Ockham), a abertura contingente do futuro parece ser compatível com o regime das “verdades contingentes pré-determinadas”, regime enquadrado teologicamente pelo princípio do “futuro melhor” ou do “único futuro verdadeiro”. No entanto, os futuros contingentes incitam, com e contra Aristóteles, ao desenvolvimento de uma lógica temporal e plurivalente, ao modo de J. Łukasiewicz ou A. Prior. Esta lógica garante a abertura do futuro sem o oneroso custo metafísico da adesão a uma teo-lógica omni-determinante. A crítica do determinismo lógico, daí resultante, afigura-se mais coadunável com as condições pós-metafísicas ine­rentes à episteme agnóstica contemporânea, mas, nesse caso, a abertura do futuro impli­caria uma profunda redefinição das próprias ideias e funções de “Deus”, “matéria”, “história” e “verdade”.

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Publicado

01-06-2013

Como Citar

Jesus, P. de. (2013). A teo-lógica leibniziana do tempo. Sobre a contingência do futuro. Cultura, 32, 79–104. https://doi.org/10.4000/cultura.1982

Edição

Secção

Número especial | A ciência na obra de G. W. Leibniz. Perspectivas gerais