From cultural competence to AI translation literacy: humanizing multilingual care
DOI:
https://doi.org/10.34619/mmc2-jdtjPalavras-chave:
estudos de tradução, humanidades médicas, investigação participativa, tradução automática, tradução linguísticaResumo
As humanidades médicas sublinham a importância de ver os pacientes como pessoas na sua totalidade, mas este princípio é posto em causa em encontros multilingues em que não existe uma língua partilhada. Pacientes e profissionais de saúde recorrem com maior frequência a ferramentas de tradução automática, como o Google Translate ou o ChatGPT, para atenuar as barreiras linguísticas. Este artigo defende uma noção expandida de competência cultural na educação médica: a literacia em tradução automática. Com base em investigação participativa em Portugal e numa meta-análise de estudos relevantes em Estudos de Tradução, o artigo analisa o co-desenvolvimento de um MOOC que integra dimensões técnicas, éticas e humanísticas da tradução, reflectindo sobre como a integração do uso responsável de ferramentas de tradução automática na educação médica pode promover cuidados mais equitativos, culturalmente sensíveis e humanos.
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