Dizer-se perante a finitude: a linguagem como mediação

Autores

  • Matilde Gonçalves Departamento de Linguística; CLUNL – Centro de Linguística da Universidade NOVA de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, FCSH, Universidade NOVA de Lisboa, Portugal https://orcid.org/0000-0003-0039-4401

DOI:

https://doi.org/10.34619/kit0-bsgt

Palavras-chave:

linguagem como mediação, humanidades médicas, tipos discursivos, signos linguísticos, vulnerabilidade e finitude

Resumo

Ancorado nas humanidades médicas e na linguística do texto e do discurso, este artigo analisa como a linguagem medeia a experiência oncológica e contribui para a ressignificação do vivido e a refiguração identitária. Partindo de textos publicados por pessoas em situação oncológica, descrevo e analiso a nomeação da doença, os tipos discursivos e a escolha dos signos. Os resultados evidenciam um duplo eixo de nomeação (nosológico vs. metafórico/poético), a alternância entre expor/narrar na construção da temporalidade e o desdobramento enunciativo (eu/tu/ele/nós). Concluo que dizer‑se é (re)encontrar novas formas de (re-)habitar, na vulnerabilidade, o tempo e o espaço do corpo.

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Publicado

31-12-2025

Como Citar

Gonçalves, M. (2025). Dizer-se perante a finitude: a linguagem como mediação. Cultura, 44, 125–143. https://doi.org/10.34619/kit0-bsgt