Envelhecer em instituição versus envelhecer em casa: diálogos e contradições em torno do processo de envelhecer
DOI:
https://doi.org/10.34619/sdcx-ar0cPalavras-chave:
envelhecimento, cuidados, envelhecer em casa e em instituição, desigualdades sociais, autonomia e dependência, sociedade do cuidadoResumo
Este artigo analisa duas conceções dominantes no processo de envelhecer: a institucionalização (ageing in a nursing home), muitas vezes associada à perda de identidade, à doença e ao final de vida, num contexto de crescente medicalização do envelhecimento; e o envelhecer em casa (ageing in place), valorizado como espaço “natural” do cuidado, mas muitas vezes sustentado pelo trabalho feminino invisível ou marcado pelo isolamento social. A partir de uma perspetiva sociológica crítica, discutem-se as tensões, riscos e desigualdades que atravessam estas duas abordagens, com frequência apresentadas como escolhas individuais entre autonomia e dependência. O artigo propõe compreender o envelhecimento como um processo plural, relacional e situado, marcado por ganhos e perdas, desafiando leituras dicotómicas sobre onde e como envelhecer e sublinhando a centralidade do cuidado enquanto questão social e política.
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