A militância política dos artistas: movimentos de auto-organização na Revolução do 25 de Abril
DOI:
https://doi.org/10.34619/i975-y3m4Palavras-chave:
revolução, movimentos de auto-organização de artistas, artes visuais, performatividades nas artesResumo
A Revolução de 25 de Abril de 1974 possibilitou a concretização de alterações sociais profundas em Portugal. Nesse contexto, deu-se um debate intenso sobre a implementação de medidas imediatas no campo da cultura e das artes, assim como em relação à criação de uma estratégia política para o sector. Vários artistas e outros agentes das artes mobilizaram-se para esse debate, emergindo daí diferentes propostas concretas. Esse ímpeto de participação política conduziu à criação de vários grupos e colectivos, cujo propósito principal foi o de discutir as políticas públicas para o sector e as condições de produção e de recepção artísticas. Em Lisboa, a Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) reuniu no seu perímetro vários desses grupos de auto-organização, tendo existido uma dinâmica particular na sua actividade e inter-relacionamento com os mesmos. O artigo irá mapear esta dinâmica, problematizando o desenvolvimento do movimento auto-organizativo de artistas na relação com o contexto cultural e social do país, centrando a sua análise na região de Lisboa.
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